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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Muito além do golfe.

Voltando a blogar por aqui, já que agora estou na BOA (Eventos) e não escrevo mais no Ativa Ação que era o blog da minha antiga agência.

Estou vivendo uma experiência nova e queria dividir com vocês.

Quem me acompanha pelo Twitter, ou pelo Facebook, já está sabendo do que se trata. É o #TridentGolf. Mas minha proposta aqui nesse post não é explicar muito o que é o #TridentGolf e sim, dividir como tenho visto as coisas durante esta ação que a Espalhe criou para a Trident.

Até porque, para se informar sobre o #TridentGolf, já tem algumas ferramentas bem legais na internet. Pelo Twitter e pelo Facebook da marca.

O que posso adiantar rapidamente é que esta ação é uma competição entre 3 equipes, compostas por: 1 golfista, 1 videomaker e uma pessoa escolhida pelas redes sociais. Nós iremos jogar golf nos cenários mais diferentes da cidade de São Paulo. Longe dos gramados chiques e impecáveis dos campos de golfe, mas em meio a selva de concreto, jogando a bola entre placas, calçadas, lixo, praças, banquinhos, pessoas, monumentos, histórias...

Cada equipe representa um sabor/cidade dos Trident Connections. Quem ganhar a competição, tem como prêmio a viagem para o destino que sua equipe representa. No meu caso, sou da equipe de Manhattan, representada com cor azul.

Posso explicar mais num próximo post, porque o que queria contar mesmo é a experiência que vivi ontem, nas filmagens de divulgação do campeonato, que vai para o Youtube em breve.

Como sempre faço, ontem tentei observar bastante as coisas, explorar os cenários e refletir, coisa que ainda não consegui parar de fazer. Foi uma experiência que me fez pensar bastante e questionar outros assuntos, foi uma espécie de catarse, proporcionada pela fuga da rotina, pela adrenalina, surpresa, sentimentos e paisagens incríveis.

Antes de tudo, ontem eu conheci várias pessoas e pude me relacionar com elas, trocando ideias com gente de vivências e gostos distintos. Isso é tão válido quanto raro, por nossa culpa. Parece que para viver na cidade temos que nos armar todos os dias antes de sair de casa, é inconsciente, porém real e é nesse ponto que quero chegar.

Nos armamos contra a insegurança. E as armas não são físicas nem paupáveis. Para evitar assaltos e contratempos, não falamos com as pessoas. Aprendemos em casa que não devemos falar com estranhos, lembram?

A rotina é outra arma. A rotina dá segurança. Um emprego fixo, um caminho com menos trânsito, um programa de final de semana tranquilo, sem erro, que já conhecemos e sabemos que vai ser bom. Normal, porém bom.

Será que nos contentamos com pouco? Eu acho que sim.

E aplico isso ao meu ramo de atividade e de estudo, a publicidade.

Clientes se contetam com pouco, pelo menos com o seguro, ah isso sim, tenho certeza que eles se contentam.

Consumidores se contentam com MUITO pouco. O que dizer então de eleitores...

Eu vou propor isso pra mim e pra minha vida. Porque quero aprender mais, quero ser um profissional melhor, quero ser uma pessoa mais interessante, quero ter experiências.

E se você leu até aqui, nesse texto que saiu mais cumprido do que o planejado, me sinto no direito de te dar um conselho: Sáia da rotina um pouco. Mude seu caminho, mude seu olhar, mude um móvel de lugar, surpreenda seus pais, surpreenda sua mulher (não espere um dia temático para isso), faça um programa diferente, leia um livro inédito pro seu filho, ou mesmo invente uma história pra ele, sem pé nem cabeça, viaje pelas suas viagens, mesmo que sejam mentais.

Anunciantes, marcas e empresas. Se vocês querem se diferenciar, tenham senso crítico, mas não deixem ele esmagar uma ideia, só porque você nunca viu uma referência ou porque ninguém nunca fez nada igual no exterior. Inovador é aquele que cria algo nunca dantes visto (agora me vem a mente Camões exaltando os feitos dos navegadores portugueses, talvez faltem atitudes como a deles hoje em dia) não quem dá outra roupagem para algo de outro lugar. Confie em quem tem atitude + planejamento.

O consumidor é um ser-humano, assim como você. Dê a ele conteúdo, dê experiência, dê sensações, diversão. Dê o que ele quer, e o resto ele vai fazer por você e se ele não fizer, não importa! Você já fez por ele.

Cada vez tenho mais a certeza de que publicidade é muito mais psicologia, filosofia, sociologia, antropologia. Quanto mais aprendo sobre a publicidade, mais quero aprender sobre as pessoas.

Espero que esse texto signifique algo para você, mas se não significar, não tem problema. Ele já significa pra mim.

InsPIRE-se!

@3ernardo
"Quase um filósofo"

quinta-feira, 1 de abril de 2010

CRIAtividade

Escrevi este texto pro pessoal da agência que trabalho e resolvi colocar aqui, mesmo com o blog bem parado, mas pelo menos posso dividir com mais pessoas minha opinião quanto à inovação e tendências

Tenho visto as coisas muito assim:

Surge uma novidade, geralmente na gringa, depois a gente vê pelo twitter, se espanta, fica feliz, se empolga... mostra pra todo mundo e depois quer implantar.

Mas a gente precisa tomar MUITO cuidado, pra não cair no lugar comum, querer usar uma novidade e não entender a essência dela.

O ponto está em entender porque aquilo faz sucesso, realmente entender a essência da composição daquela novidade e se quiser reproduzir, usar o mesmo raciocínio e não o mesmo formato.

Falo isso pensando em ações de guerrilha ou com uso de tecnologia.

Tenho consciência que para a gente, que cria, lê e está sempre antenado, isso não é novidade e que, muitas vezes para nosso cliente, que é mais quadrado e menos antenado nesta parte que a agência é responsável, isso acaba sendo novidade, mas precisamos ficar atentos para ter a sensibilidade de saber, se para o público isso será visto como novidade.

Estas ações tem o objetivo “secundário” de agregar valor para a marca/produto e geralmente esses valores estão associados a criatividade que vem junto com o fato de ser inusitado.

Eu venho vendo alguns flashmobs que estão banalizando a idéia e fazendo muita gente criar um certo “bode” disso.

Na minha opinião, precisa fazer este exercício que eu citei acima e repito:

- Aprender com o que é novo.
- Captar a essência da novidade.
- Entender o raciocínio criativo (fazer o caminho reverso para entendê-lo)
- Verificar se aquilo agrega para a marca e produto (usando o consumidor e seu repertório como parâmetro)

Bom, achei importante salientar isso.

Tem um exemplo aqui de coisas que no twitter eu diria #fail, ou seja... como diz uma amiga “ERRO”, simplificando: quiseram ser diferentes e fracassaram.

O pior na minha opinião é o da Havaianas:



E confesso que
essa notícia que vi anunciando que iria rolar um flashmob, tb me fez sentir isso:

Num breve exercício, pensando no objetivos dos flashmobs, eu encaro que a idéia não é impactar ali na hora, mas sim impactar as pessoas que vem depois, pela internet, já que na hora, aquilo tem visibilidade baixa, são poucas pessoas que acabam tendo contato, portanto apesar de gerar um boca a boca, ele é menor que a capacidade de visibilidade e viralização que rola na internet, até porque na internet as pessoas têm mais ferramentas para viralizar.

Mas se o flashmob fica forçado, aí a coisa fica feia pra quem criou. Neste último vídeo é possível ver a reação das pessoas, através dos comentários negativos. Na hora, pode ter sido legal pra quem viu, mas lembrando do raciocínio, o objetivo não é esse né?!

Espero que entendam meu raciocínio e ponto de vista.

@3ernardo

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Sair do convencional convence

A cada ano que passa o mercado publicitário aparece com novidades.

Isso é ótimo pra quem vive nesse meio em que a criatividade é essencial para driblar a concorrência e problemas como, a falta de verba.

Acho bem interessante utilizar-se de espaço na televisão para veicular comerciais sobre alguns produtos, principalmente quando o anunciante tem verba pra isso.

Mas, sair do tradicional é um passo pra criar algo diferenciado.

Ações de guerrilha, viral ou no-media, vem ganhando espaço e atraem os curiosos.

Plataformas como Youtube, Blogs, Messenger e Orkut, auxiliam na divulgação dessas ações diferenciadas.

A mídia espontânea gerada por uma campanha não convencional é muito grande e com esssa fórmula quase pronta, fica mais fácil de divulgar um produto, com pequenas chances de errar e com gigantescas chances de chamar atenção e gerar polêmica, enfim, aparecer e principalmente ATINGIR.

Pra quem gosta desse tipo de ação, ou nunca ouviu falar, vai aí um exemplo.

Esse do lançamento da nova camiseta do AJAX, entrando no assunto futebol. Peço a opinião do André Portuga do www.freestyleplayer.blogspot.com



Ajax Amsterdam by Adidas Buzz & Viral Video
Enviado por buzzismedia


Gostou?

Amanhã tem mais.


Bernardo Tavares
"Quase um Guerrilheiro"